O Dia Mundial da Conservação da Natureza, celebrado em 28 de julho, ganha um significado especial este ano com os avanços alcançados pelo Projeto Coral Vivo, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Somente no primeiro semestre de 2025, a Rede de Pesquisas Coral Vivo bateu seu recorde de produção científica com a publicação de 12 artigos e capítulos de livros, consolidando-se como uma das principais referências em estudos sobre recifes de coral e mudanças climáticas no Atlântico Sul.
Com uma rede integrada por 35 pesquisadores, mais de 90 estudantes e pós-doutores, e parcerias com 16 universidades (incluindo instituições internacionais), o Coral Vivo tem contribuído de forma decisiva para o conhecimento e a conservação da biodiversidade marinha brasileira. Ao longo de sua trajetória, já foram produzidos 87 artigos científicos ou capítulos de livro, com a expectativa de atingir a marca de 100 publicações em pouco mais de um ano.
Entre os destaques de 2025, estão o artigo “Marine Forest Forever”, que propõe um programa multilateral de conservação de ambientes marinhos complexos; pesquisas experimentais sobre os impactos da poluição por ferro nos recifes, tema especialmente relevante diante de tragédias ambientais como o rompimento de barragens; e um estudo sobre a intensificação das ondas de calor marinhas no Atlântico Sul, com colaboração de pesquisadores da Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA). Outro alerta importante veio da análise que aponta a não recuperação dos recifes no sul da Bahia entre os eventos de branqueamento de 2019 e 2024, evidenciando a gravidade da crise climática.
A atuação científica do Coral Vivo está estruturada em três frentes principais: os efeitos das mudanças climáticas nos oceanos, o impacto da poluição local (com ênfase em metais pesados como ferro e cobre), e a definição de diretrizes para a conservação e restauração recifal. Estudos recentes consolidaram a identificação de áreas prioritárias para conservação na costa brasileira — como Abrolhos e Royal Charlotte (Bahia) e a Cadeia Vitória-Trindade — e avançaram no entendimento das relações simbióticas entre corais moles e zooxantelas (algas microscópicas que vivem dentro desses animais), além de novos parâmetros para uma restauração coralínea eficaz no Atlântico Sul.
Atualmente, a rede também participa de investigações sobre eventos recentes de branqueamento de corais em toda a costa coralínea brasileira, além de pesquisas em espécies raras e/ou ameaçadas, que só existem no Brasil, como Millepora braziliensis, Mussismilia braziliensis e Mussismilia harttii e estudos que relacionam a nutrição dos corais à sua resistência ao estresse ambiental.
Em processo crescente de internacionalização, o Coral Vivo fortalece parcerias com instituições renomadas da Arábia Saudita, Alemanha, Mônaco, Israel, Estados Unidos (Smithsonian Institution e NOAA), ampliando sua atuação científica e colaborativa em escala global.
Neste Dia Mundial da Conservação da Natureza, o Coral Vivo reforça a urgência de ações integradas de pesquisa, educação e políticas públicas para frear o avanço das ameaças aos ecossistemas marinhos e proteger os recifes de coral — verdadeiros berçários da vida marinha e patrimônio natural do planeta.
Sobre o Projeto Coral Vivo
Patrocinado pela Petrobras desde 2006, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o Projeto Coral Vivo trabalha com pesquisa, educação, políticas públicas, comunicação e sensibilização para a conservação e a sustentabilidade socioambiental dos ambientes recifais e coralíneos do Brasil. Concebido no Museu Nacional/UFRJ, é realizado pelo Instituto Coral Vivo em parceria com 15 universidades e institutos de pesquisa.
As ações do Projeto Coral Vivo são viabilizadas também pelo copatrocínio do Arraial d’Ajuda Eco Parque.
O Projeto Coral Vivo integra a Rede BIOMAR, junto com os projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Meros do Brasil. Patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, eles atuam de forma complementar na conservação da biodiversidade marinha do Brasil. O Coral Vivo faz parte também da Rede de Conservação das Águas da Guanabara e Entorno (REDAGUA), que reúne, igualmente, todos projetos apoiados pela Petrobras. A rede tem como objetivo promover a conservação da biodiversidade, prestação de serviços ecossistêmicos, restauração ambiental, pesquisa, educação ambiental, inclusão social e comunicação na região da Baía de Guanabara e entorno, sendo constituída pelos Projetos Aruanã, Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e Uçá.