Corais

Corais

São animais marinhos do grupo dos cnidários, que inclui também as anêmonas, as águas-vivas ou medusas e os “corais de fogo” (hidrozoários). São invertebrados (animais sem espinha dorsal) capazes de formar por baixo do tecido um esqueleto calcário (como nossos ossos) ou córneo (como nossas unhas). Este esqueleto é responsável pela fixação do coral no fundo do mar e serve também como proteção.

O corpo dos corais é chamado de pólipo, que consiste em uma estrutura cilíndrica em forma de saco com uma cavidade interna que se abre apenas em uma extremidade: a boca. Rodeada por tentáculos, a boca age tanto na ingestão de alimentos, quanto na eliminação de resíduos. Os tentáculos são estruturas com grande quantidade de células chamadas cnidócitos, que contêm substância urticante e paralisante que serve para capturar presas e defender o pólipo.

No interior do tecido do coral vivem várias algas microscópicas chamadas zooxantelas. Estas algas possuem uma relação de simbiose com o coral, na qual a alga fornece ao pólipo alimento – através do processo de fotossíntese – e, em troca, recebe proteção e nutrientes.

Tipos de corais

Reprodução

Os corais se reproduzem tanto de forma sexuada (com um parceiro) quanto de forma assexuada (sozinhos). Eles utilizam essas duas formas de reprodução para se desenvolver como colônia, formar recifes e gerar novos filhotes.

Reprodução sexuada

corre quando há fecundação do gameta feminino (ovócito) pelo gameta masculino (espermatozóide). Deste cruzamento origina-se uma larva chamada plânula.

Uma vez formadas, as plânulas “nadam” como plâncton por algumas horas ou várias semanas até encontrarem um local propício para se fixar. Após o assentamento, a larva sofre metamorfose e começa a formar o esqueleto calcário que irá fixá-la em definitivo. Neste momento forma-se o recruta ou pólipo fundador, que irá se desenvolver, na maioria dos casos, em uma colônia.

Esta é a única maneira na qual os corais, que são organismos sésseis (fixos), podem se mudar para novos locais. Também é assim que conseguem crescer em blocos de concreto, cascos de navios e plataformas de petróleo.

Como na reprodução sexuada ocorre troca de material genético através da fecundação de gametas, os corais garantem a manutenção da diversidade genética e a habilidade de se adaptar a novas condições. Apesar da maioria dos corais ser hermafrodita, ou seja, possuir células sexuais femininas e masculinas, algumas colônias produzem gametas de apenas um sexo, que irão fecundar os gametas de outras colônias.

Dependendo do local de fecundação dos gametas, os corais são divididos em dois grupos: os liberadores de gametas e os incubadores de larva. Os primeiros liberam os gametas na água, onde ocorre a fecundação e a geração da larva. Os segundos liberam apenas os espermatozóides (gametas masculinos), que fecundam os gametas femininos no interior dos pólipos, onde ocorre a formação da larva que, só então, é liberada.

Reprodução assexuada

Nesse tipo de reprodução não há fertilização de gametas, portanto, não há troca de material genético e os indivíduos formados são clones da colônia “mãe”. Isso significa que cada novo indivíduo apresenta as mesmas características genéticas da colônia que o gerou.

O crescimento da colônia se dá por brotamento. Nesse tipo de reprodução o pólipo “mãe” se divide para formar um ou mais novos pólipos (clones) que permanecem presos ao tecido do pólipo de origem. A partir de um único pólipo fundador (originado após a metamorfose da plânula – reprodução sexuada), surgem outros pólipos por brotamento para formar uma colônia juvenil. A colônia se desenvolve através do constante adição de novos brotos. Quando atinge um tamanho específico, se torna madura e cada pólipo da colônia começa a produzir gametas. Reinicia-se assim o ciclo de vida.

Em algumas espécies ramificadas, novas colônias também podem se desenvolver a partir de fragmentos da colônia original. Dessa forma os recifes são capazes de se recuperar e crescer novamente após sofrerem danos causados por tempestades e ciclones.