Patrocínio Oficial

Mar profundo brasileiro é foco de encontro do PAN Corais

Reunindo representantes do setor produtivo, de universidades e de órgãos ambientais, acaba de ocorrer em Itajaí (SC) o III Encontro Regional do PAN Corais: Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos. A proposta foi identificar o que está em andamento e buscar sinergias. Ele foi realizado nos dias 22 e 23 de abril pelo Projeto Coral Vivo, junto ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul/ICMBio), o Instituto Coral Vivo e o Museu Nacional/UFRJ.

“Os ambientes coralíneos de águas profundas abrigam inúmeros peixes e invertebrados altamente dependentes da integridade desses habitats”, destaca o biólogo marinho Clovis Barreira e Castro, que é coordenador executivo do PAN Corais e coordenador de Planejamento do Projeto Coral Vivo, que é patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Espécies de peixes como Polyprion americanus (cherne-poveiro), Hyporthodus niveatus (cherne-verdadeiro) e Epinephelus morio (garoupa), que estão contemplados neste Plano, já foram registrados nos taludes. “Apesar de ainda serem pouco estudados, já se sabe que neles existem mais de 40 espécies de corais pétreos identificadas”, completa Castro, que é professor do Museu Nacional/UFRJ.

Foram quinze apresentações. Na pauta, contextualização sobre os Planos voltados para a conservação de espécies ameaçadas, ecologia e dinâmica de corais de águas profundas, monitoramentos, mapeamentos de zonas ecológicas, licenciamentos, políticas para a gestão da pesca, estudos sobre atividades pesqueiras, e reprodução de corais formadores de recifes de profundidade, por exemplo. Os representantes estão ligados a instituições como Instituto de Pesca de São Paulo, Instituto Oceanográfico da USP, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) da Petrobras, Universidade do Vale do Itajaí(Univali), Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Estadual de Feira de Santana, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, além da Coordenação de Planos de Ação de Espécies Ameaçadas de Extinção (Copan), Coordenação de Criação de Unidades de Conservação (Cocuc), do ICMBio, e a Coordenação de Licenciamento Ambiental de Produção de Petróleo e Gás (Coprod), do Ibama. Estiveram presentes como observadores representantes da Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI).

“Como é essencial para o sucesso do PAN Corais que os diferentes atores institucionais estejam com as ações integradas, inserimos a realização desses encontros regionais no atual patrocínio da Petrobras ao Projeto Coral Vivo”, informa a coordenadora geral do Projeto Coral Vivo, a oceanógrafa Flávia Guebert.

Sobre o PAN Corais

As ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais) foram estabelecidas em reunião realizada em 2014 envolvendo mais de cem atores institucionais, e aprovadas pela Portaria ICMBio nº 19/2016. Esse documento de pactuação contempla 52 espécies ameaçadas de extinção segundo a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção – Peixes e Invertebrados Aquáticos, e 18 áreas estratégicas distribuídas ao longo do litoral do Brasil e ilhas oceânicas, do Maranhão a Santa Catarina, e ambientes coralíneos de profundidade. Com 146 ações, será realizado até 2021. O objetivo geral é "Melhorar o estado de conservação dos ambientes coralíneos por meio da redução dos impactos antrópicos, ampliação da proteção e do conhecimento, com a promoção do uso sustentável e da justiça socioambiental".


Redação Projeto Coral Vivo.